Resumo
Marinho Nhanri
Como ser um educador antirracista: Como pensar praticas antirracistas em sala de aulas? (Bárbara Carine)
Autora destaca que o racismo é um conceito criado pelo ocidente para legitimar o seu domínio, estabelecendo assim uma forma de diferenciar, hierarquização das pessoas com base na sua identidade e originalidade. Tomam como critério da inferioridade a ética da pessoa a sua estética, política, teórica e prática cultural. Para o ocidente, tudo que vem do povo indígena, africano é inferior.
Esta prática preconceituosa, infelizmente é verificável na sociedade Brasileira no qual as pessoas se distinguem pela cor da pele, o estilo de cabelo, a estética e a identidade da pessoa. O mais lamentável é que esta prática do racismo não se limita só nas ruas ou nos locais públicas, porém se deparam com estas práticas na escola e nas salas de aula, praticadas pelos professores e alunos. por isso que este trabalho é de grande relevância para os que pretendem seguir com a carreira profissional de professor ou educador, pois serve de orientação de como deve ser atitude que devemos tomar na frente dos alunos e nas salas de aula.
O texto fala de um mundo individualista e desumanizado onde estabelece um contraste na forma como o ocidente e os africanos vem o mundo como individualista e como proprietário privada pois esta forma de pensar, o ocidente tenta relacionar a realidade social ocidental da áfrica, que seria uma cultura individualista, acreditando que podemos viver sós no mundo, esta prática não se contempla as culturas africanas. A filosofia Ubuntu é um excelente exemplo que retrata a cultura africana que se baseia em demonstrar que não posso ser feliz se a minha felicidade torna alguém infeliz, neste caso “não posso ser feliz sozinha.”
Uma estratégia interessante adotada pela Maria Felipe que construiu um projeto pedagógico que não discrimina os ensinamentos que valorizam as relações etnico raciais. É necessário criar uma ruptura pedagógica ocidental no qual reproduzimos os conhecimentos eurocêntrica para as crianças, mudar esse paradigma e ensinar sobre as crianças sobre a sua identidade originária e demonstrar que os europeus não são os únicos que possuem uma história, os povos africanos também são detentores uma história rica onde os seus ancestrais eram reis e rainhas. Passar esses conhecimentos para as crianças e criar uma referência pedagógica que não seja influenciada pela epistemologia ocidental, seria um bom começo para evitar práticas da descriminação e do racismo na escola, isso serviria como base para ajudar as crianças a começarem a valorizar a sua identidade indígenas ou africana, seu tom de pele, seus cabelos crespo, ter orgulho da sua cultura e do seu povo, estes são os valores que os professores juntamente com a escola precisam transmitir e ensinar as crianças. Já que se sabe que o problema reside no eurocentrismo, o certo a se fazer é transformar a nossa sociedade com a formação de jovens com os valores de que podemos nos defender nós mesmo sem precisar refugiar nas epistemologias de fora, mas com base nos intelectuais africanos e africanas.
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