RESUMO

COMO SER UM EDUCADOR ANTIRRACISTA

Nome: Aldair Francisco Cherno

Bárbara Carine

Prefácio

 “Eu, professor branco, posso ser antirracista?”

A cerca do trabalho se percebe muitas colocações e denuncias pertinentes para entender perceber melhor como ser um educador antirracista nesta perspectiva que autora explica que bom mesmo seria que o racismo não existisse, pois isso implicaria na inutilidade/inexistência do antirracismo.

Bárbara Carine, mulher negra, baiana, intelectual, professora do Instituto de Química na Universidade Federal da Bahia, escritora de vários livros e artigos, influenciadora digital e idealizadora da Escola Afrobrasileira Maria Felipa, nos brinda com reflexões, relatos, análises e teorias construídas ao longo de sua trajetória de vida e profissional, em especial no cotidiano das práticas educativas. Por esta razão, muito já foi escrito sobre o lugar subalternizado e muitas vezes negado do trato da questão racial na escola básica e no ensino superior. E é justamente na escola básica, pouco aberta à diversidade e que não se indaga do ponto de vista do antirracismo e da decolonialidade, que Bárbara foi desafiada a colocar a sua filha.

Como mulher negra que sofre os impactos do racismo e do machismo, e como profissional da educação consciente do peso do currículo escolar nas nossas trajetórias, ela tomou uma iniciativa desafiadora. Idealizou e construiu coletivamente uma escola engajada, emancipatória e antirracista.

O livro reafirma algo que já sabemos, mas sobre o qual não devemos parar de refletir. O racismo não é desconstruído sozinho. É preciso que essa desconstrução se dê também em relação a outros fenômenos perversos, tais como o machismo, a LGBTQIAPN+fobia, o capacitismo e o fundamentalismo religioso. São ideologias e ações que desumanizam as pessoas, em especial aquelas que a sociedade cunhou como inferiores porque fazem parte de coletivos diversos historicamente marginalizados. A pergunta que mais escuto de pessoas brancas nesses anos de ativismo dentro da causa racial é: qual o papel delas na luta antirracista? Isso por várias razões: porque pessoas brancas não se racializam, porque elas não entendem o que é o racismo e, por consequência, o que é antirracismo

Há quem diga que isso é um grande mimimi, mas não é. É mimimi só para quem se beneficia do racismo e tem fascínio pelos seus privilégios.  É muito comum, dentro de um trabalho pedagógico em sala de aula, pautarmos uma prática voltada à educação para as relações étnico-raciais (ERER) e os professores e as professoras instantaneamente associarem tal ação a falar de pessoas indígenas ou de gente negra. Não pensamos em práticas pedagógicas que problematizam o privilégio branco no âmbito da ERER porque pessoas brancas não são racializadas. Por mais que a branquitude tenha criado o conceito de raça, essas pessoas se veem e se projetam no lugar de “ser genérico” de “sujeito universal”; elas, em si, são a representação do humano. Animalizaram as pessoas negras e nos reduziram a um corpo, caracterizando-nos por tudo aquilo que um corpo destituído de pensamento – na perspectiva dual ocidental – é capaz de oferecer: sexo e sua força de trabalho. Um corpo também cobaia de testes e experimentos científicos, um corpo-propriedade, não pertencente a si.

Não obstante, se percebe quae a luta antirracista é uma das que deve ser feita com fortes estratégias a procura de diminuir estas praticas no cotidiano, fazer o mundo perceber que os direito e prevelegios devem ser iguais. Mas para fazer acontecer como autora enfatiza  na sua escrita,  vai ser necessário uma luta conjunta.

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