Formação de professores em ciências sociais: Desafios e possibilidades a partir do Estágio e do PIBID.
27 de fevereiro de 2025
Neste dia foi discutido sobre a semana científica da escola que irá ocorrer nos dias 28,29 e 30 de maio. Foi discutido o que seria trabalhado com os alunos do PIBID sobre a feira juntamente com o professor responsável pela feira científica. O encontro foi realizado no laboratório de ciências. O encontro decidiu quem iria vir na terça feira em uma atividade eletiva dos alunos da escola onde nós do PIBID ficamos encarregado de falar sobre a experiência da faculdade e sobre a saída de seus continente e como é estar na UNILAB. Além disso, nesse mesmo dia foi a formação do PIBID na UNILAB uma pequena correria pois o horário que chego em Aracoiaba é por volta de mais de meio dia e a formação iria começar as 14:30 tentei chegar mais cedo para descansar um pouco pois leva uma faixa de uma hora de Guaiuba para Aracoiaba.
Formação de professores em ciências sociais: Desafios e possibilidades a partir do Estágio e do PIBID.
A partir da Lei de diretrizes e bases da educação em 1961, com suas versões como 1971 e 1996( que estão em vigor atualmente), a formação de professores passa a ganhar substrato legal para sua discussão, tornando-se um elemento importante para a compreensão do próprio processo de democratização da sociedade brasileira. No que repercute a formação de professores de ciências sociais esse tem sido um tema negligenciado historicamente pelos departamentos de ciências sociais. O que se liga, dentre outros fatores, a própria intermitência da sociologia nos currículos escolares, aprofundando questões que estão postas nas licenciaturas de um modo geral.
A questões ainda profundamente arraigadas nos cursos de formação de professores de ciências sociais, que se reflete inclusive na localização institucional das pesquisas sobre o Ensino de sociologia no país, já que, a maior parte das pesquisas desenvolvidas em nível de pós-graduação sobre a temática desenvolvidas até o momento concentram-se majoritariamente junto aos programas de pós-graduação em educação. Diante deste cenário institucional uma nova realidade foi criada, cuja expressão mais significativa se dá por meio da expansão do número de cursos de ciências sociais, tanto em instituições de ensino superior quanto privado, cujo perfil necessita de uma reflexão mais apurada, considerando em que ponto avançam com relação aos cursos já existente e quais pontos apresentaram fragilidades.
Há consolidada uma ampla literatura que trata do Estágio supervisionado e seu lugar na formação docente, que tende a indicar esse espaço enquanto possibilidade de encontro da teoria e da prática, contudo, pensar esse processo não é tão simples assim, considerando as profundas divisões ainda existentes na formação de professores do Brasil. A realização de tais pesquisas mostra-se um componente fundamental para estar articulação entre teoria e prática, na realidade do estágio supervisionado, sendo condição para pensarmos em um processo de mudança mais ampla das ciências sociais em torno da formação de professores na área.
O Estágio possui a capacidade de trazer o professor em formação para a realidade cotidiana da escola, conhecer seus trâmites, suas dinâmicas, os processos de interação que lá ocorrem, e principalmente, observar e desenvolver uma prática docente em sua área de formação. O Estágio possibilita uma intensa troca de experiências entre o professor regente e o estagiário, pois ambos saem mais enriquecidos dessa relação. No caso da sociologia, onde em muitas escolas o professor dessa disciplina é o único, de modo que o estagiário surge como um interlocutor, alguém com quem a sua prática pedagógica.
O Estágio deve ser pensado e problematizado num processo crítico em que a prática docente observada é analisada inserida no contexto nacional da realidade escolar brasileira, seja no que tange às condições de trabalho docente, seja no que refere a própria disciplina de sociologia em sua realidade o currículo escolar, atrelado a ausência de pesquisas sobre a temática, não possui um vasto conhecimento acumulado em torno de suas metodologias de ensino.
A sociologia almeja o processo de desnaturalização e estranhamento da realidade social, deve-se reconhecer os objetivos das aulas a serem planejadas devendo contribuir para esse processo a partir do processo teórico e metodológico das ciências sociais . Além da aula expositiva outros recursos, como pesquisas a ser realizadas junto com os educandos. O processo de estágio deve buscar sempre elaborar sua dinâmica considerando a relação entre universidade e Escola, de modo que o passo seguinte a regência não seja apenas a elaboração e entrega do relatório, mas sim a socialização da experiência vivenciada com os demais companheiros de Estágio no espaço da universidade. A busca de melhoria da qualidade da educação básica tem dado destaque às políticas de formação de professores no Brasil nos últimos anos.
O objetivo das ações era assegurar a melhoria da qualidade de ensino, promover a articulação entre teoria e prática, entre conhecimentos didáticos e científicos e reconhecer a escola como espaço de formação. A CAPES lançou o programa institucional de bolsa de iniciação à Docência, (PIBID),voltado especificamente para a valorização e incentivo à docência, qualificação de ensino básico e fortalecimento dos cursos de formação de professores. O programa, tem como um dos principais objetivos incentivar mudanças nas relações entre universidade e escola pública no processo de formação docente, e na associação entre teoria e prática.
Nesta perspectiva há uma preocupação de se estabelecer um vínculo entre os diferentes sujeitos participantes como a escola pública é reconhecida como um espaço de complementação e relevância para a formação. Com as pesquisas, a universidade e a escola básica diminuíram seu distanciamento, conhecendo melhor o cotidiano escolar, a aprendizagem dos alunos e o do trabalho docente.
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